Fabler>Portugisisk>O Corvo, e a Raposa

O Corvo, e a Raposa

Portugisisk · 1843

  • Fabel av Jean de La Fontaine (1621–1695)
  • Fritt oversatt av Belchior Manuel Curvo Semedo (1766–1838)

Tekst

Trazia hum queijo furtado Faminto Corvo agoureiro, E foi com elle no bico Pousar n’hum alto sobreiro.

Huma Raposa que o vio, Disse, » quem furta a ladrão, » Segundo hum velho dictado » Tem cem annos de perdão.

» Se hir-lhe ao polleiro não posso; » Porque não pousou mais perto, » Valha-me o ardil da lisonja » Laço onde cahe tanto esperto

Depois chegando ao sobreiro No Corvo os olhos fitou, E fazendo-lhe huma venia Desta sorte lhe fallou.

» Guardem-te os Ceos, Ave excelsa, » D’Aguia Real viva imagem, « Que bello talhe que tens! « Que linda côr de plumagem!

« He dor que o Ceo não quizesse « Fazer-te amavel em tudo, « Fôras o assombro da terra « A teres voz, mas és mudo!

Logo ao nescio de mostrar-lhe, Que tem voz, cresce o desejo, E hum grasno soltar querendo Abre o bico, e cahe-lhe o queijo.

Eis a Raposa lho apanha, Come-o, e diz-lhe « reconhece « Corvo estulto, que a lisonja « Sempre he filha do interesse.

« Vive á custa o lisongeiro « De quem preza adulações, « Comi o teo queijo, e em paga « Te dou tão sabias lições.

Kilde

Traducção livre das melhores fabulas de La Fontaine, Lisboa 1843

Se den skannede siden

Denne teksten er fri for opphavsrett.

Om verket

Lær med en enklere versjon

Vår gjenfortelling med enklere ord, med lyd til hver linje og en oversettelse.

På andre språk

Andre versjoner av historien